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Como não ser dama de ferro?

Tenho visto uma situação se multiplicar nos últimos tempos, mulheres a todo momento estão sendo cobradas para agirem mais como “mulherzinhas”…

Ai, a gente tenta entender o que é ser mulherzinha: Fofa? Meiga? Indefesa? Dependente? Se for isso mesmo surge na seqüência outras tantas perguntas periclitantes: dependente  de quem cara pálida? Fofa com quem? Meiga pra quem? E indefesa porque? Isso dá um nó na cabeça de qualquer uma. Fomos durante décadas bombardeadas por verdadeiros tratados que  proferiam que tínhamos que estudar, trabalhar, nos cuidar, nos sustentar…e a vida foi mostrando que tudo isso fazia sentido, pois cada vez mais as mulheres estão sozinhas, pelos motivos mais variados. 
 
Olhe nos bares e restaurantes, se é que você ainda não reparou, a quantidade de mesas repletas de mulheres. A maioria parou de esperar o príncipe encantado e tem se virado bem, tocado a vida e isso inclui, em alguns casos, trocar pneus, contratar pedreiro, levar carro no mecânico, trocar óleo do carro, matar barata, abrir o vidro do palmito…ufa! Ninguém em sã consciência acha isso o máximo do glamour, mas é assim que as coisas são. 
 
O fato é que vez ou outra surge um rapaz com ótimas intenções que fica perplexo e quase ofendido com as garotas que não sabem esperar que ele abra a porta do carro, ou puxe a cadeira no restaurante, chame o garçom, carregue seus pacotes…o que esses mesmos rapazes bem intencionados desconhecem, mas precisam saber, é que o comum hoje em dia para garotas dos 18 aos 80 é sair muito bem intencionadas com rapazes que nunca abrem a porta do carro, não pegam as garotas em casa, não elogiam, não andam do lado de fora da calçada, não carregam peso, andam na frente largando a companheira para trás e no final fazem questão de dividir a conta. 
Só da para concluir que está todo mundo ligeiramente perdido em seus papéis e o melhor mesmo, talvez, seja esquecer o que foi regra até agora e começar a construir aos poucos um novo modelo de convivência,  mais maleável e menos taxativo.
 
 

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1 Comment

  1. Falando Pra Galera

    10/09/2012 at 21:19

    Amei! Super identificação, crise eterna
    beijos Carol Zapa

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