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Cheiro da memória

A memória afetiva pode ser ativada por cheiros, sons e gostos. Delícia quando de repente, do nada  você é remetido a uma cena, um lugar, uma época ou até a presença de alguém sem precisar sair do lugar, é como uma máquina do tempo. Você ouve aquela música inofensiva e quando se da conta está lembrando de todos os detalhes de um dia do seu passado. Mesma coisa quando sente de relance um cheiro, que você nem sabe exatamente do que é, e é lançado para algum capitulo especial da sua vida.
O bom é que isso tudo quase sempre está ligado a boas lembranças, pelo menos comigo funciona assim, não me lembro de relacionar cheiros, sons ou gostos a algo ruim… à Dieu merci!!! Quando sinto um cheiro fresco, algo que lembra um pós banho, um perfume mais masculino me lembro imediatamente da minha primeira ida a Paris há muitos anos, nossa que sensação boa! Depois de muito tempo descobri que é um perfume Issey Miyake, ele me envia diretamente para essa viagem.
Posso estar em qualquer lugar do mundo mas se sinto cheiro de pão assando me lembro, na mesma hora, da minha infância no interior e da padaria da cidade que se chamava Pão e Vinho e me vejo na ponta dos pés para conseguir pedir meus pães quentinhos.
Minha mãe tem um cheiro docinho muito bom, é o cheiro da minha mãe, não é seu perfume, nem seu creme ou seu xampu, é o cheiro da minha mãe. Um belo dia senti o cheiro de um sabonete de rosa da L’Occitane e voilà…o cheiro da minha mãe. Não, ela não usa esse sabonete, mas é o cheiro dela, eu juro. Comprei um estoque do sabonetinho para ter em casa, afinal de contas cheiro de mãe é cheiro de aconchego e devia ser encontrado em frascos!

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