Ponderações, Sem categoria

Tudo fica diferente.

Mais um aniversário chegando e impossível não fazer um balanço, não um balanço como o da virada do ano, muito complexo, mas uma rápida analise de como estou na entrada dos 41 anos.

Muita coisa mudou, como deve ser, mas faço sempre essa reflexão e a acho importantíssima pois temos a mania besta de pensar que as coisas não vão mudar, especialmente quando elas estão ruins, mas elas mudam, sempre mudam, as boas mudam, as ruins mudam, as mais ou menos mudam. Então, pegando uma data como referencia, que pode ser o aniversário, veja as voltas que a vida dá!

Me lembro como se fosse hoje, por exemplo, quando fiz 39 anos, estava animada, cheia de planos, de certezas, sozinha afetivamente e muito feliz, fiz uma comemoração deliciosa em um restaurante chamado Sal, que fica em uma galeria de arte aqui em São Paulo, reuni 10 amigos dos mais queridos, com um cardápio especial e vinho delicioso. Foi uma noite feliz, divertida e comemorei com muitas risadas e brindes

Os meus 40 anos decidi que não passaria aqui em São Paulo, estava com um bocado de dúvidas, tentando resolver algumas questões e, como viajar é dos grandes prazeres da minha vida, fui passar uma semana em Lisboa e segui para Paris para comemorar meu aniversário sozinha. Na época estava em um relacionamento não muito relacionamento, que não pôde ser companhia para minha viagem. Estava ao mesmo tempo feliz por estar em Paris, que eu tanto amo, e um pouco triste por estar sozinha e, então, comemorei meus 40 anos em um jantar magnifique no L’Atelier de Joel Robuchon, imersa em um bocado de pensamentos e de dúvidas.

Este ano estou indo viajar novamente, “Paris is always a good idea”, mas desta vez não mais sozinha. Algumas áreas da minha vida que sempre foram muito tranquilas nos últimos meses passaram por um terremoto que quase me fizeram perder o ar, já a afetiva, que nunca foi das 10 mais sensacionais do planeta, está brilhante e eu estou feliz por estar em tão boa companhia. A sensação que dá é que vivemos muitas vidas dentro de uma só e, diante disso, é bom deixar que as coisas sejam leves, não superficiais, apenas mais leves, sem muito apego, sem muito controle.

Diz uma amiga minha, e eu procuro me lembrar sempre, que “o mundo é redondo, se fosse quadrado parava nos cantos”, então é só deixar que o mundo gire, que a vida dê com ele as suas voltas e que nós aproveitemos o bom e esqueçamos o ruim de cada passagem, pois são só passagens.


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1 Comment

  1. Annete Morhy

    14/05/2013 at 11:26

    Já eu costumo dizer que o mundo não dá voltas.. senão ele voltaria pro mesmo lugar – e ele nunca volta. Sempre é diferente.. Igual à história de que não pode se banhar no mesmo rio duas vezes, sabe? Para mim, o mundo gira numa espiral! Ele parece que volta, mas de roupa nova :)

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