Ponderações, Sem categoria

Seja a protagonista

Em um dos meus filminhos prediletos, O Amor Não Tira Férias, a personagem Íris sofre profundamente com um caso de amor confuso e não resolvido, onde o objeto de seu desejo, um tipo canastrão,  parece mais preocupado em conseguir que ela corrija seus textos (os dois são jornalistas) do qualquer outra coisa.

Arthur Abbot um velhinho muito querido e respeitado roteirista de cinema ao ouvir todo o drama amoroso de Íris sentencia: “Nos filmes, nós temos a protagonista e a melhor amiga. Você, eu posso dizer, é a protagonista, mas por alguma razão, vem se comportando como a melhor amiga.” 

Esse é um engano mais comum do que deveria ser: mulheres se acomodando no papel de “melhor amiga” quando na verdade só poderiam ser as protagonistas de suas histórias, embora comum esse engano é inaceitável.

É preciso estar sempre atenta aos sintomas de “melhor amiga”, elas vivem relacionamentos que causam dor, anulam vontades e desejos pelo “bem do parceiro”, aceitam uma relação pela metade, mudam seu comportamento em prol do outro, se acostumam com exigências e regras que só privilegiam a outra parte e costumam esperar o tempo do outro – que normalmente custa uma eternidade a chegar, ou não chega nunca.

A protagonista da sua própria vida, que é o que toda mulher deve ser, conhece bem suas virtudes e defeitos, lida com eles da melhor maneira que pode, decide se vai ou se fica, coloca os limites necessários para que nenhum tipo de personagem consiga diminuir seu brilho, no filme em que ela deve ser a estrela.

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