Ponderações

Uma nova história

Ela acordou e se deu conta que haviam passado 4 anos, 7 meses e 22 dias e concluiu, naquele dia, que se aprendeu alguma coisa naquele tempo foi esperar. Talvez aquela tenha sido uma maneira da vida lhe mostrar que as coisas não seriam como ela queria, ou na hora em que ela queria.

Não se pode dizer que ela esperou docemente, com paciência ou resignação, mas o fato é que ela esperou.  E ela pensou em desistir, por vezes ela pensou em desistir, mais aí concluiu que esperar era a única maneira de continuar vivendo aquela história. Era pouco, mas era tudo o que ela tinha.

As horas passaram, os dias, os meses, o calendário ia girando sem dar uma trégua, e lá se foi uma Páscoa, mais um aniversário, outro Natal e já se conheciam há muitos carnavais, e ela em compasso de espera.

Como num desses filmes de sessão da tarde ela desejou que ele a amasse como ela o amava, tentou então ficar por perto, tentou manter distancia, fez manha, emburrou, foi amiga, brigou, chorou e no fim entendeu que isso tudo foram apenas maneiras diversas de esperar. E ela esperou: 4 anos, 7 meses e 22 dias.

Não existe certo ou errado nesse tipo de história, não há mocinho ou vilão, provavelmente apenas expectativas desalinhadas e um comodismo das duas partes…Sim, no fim ela se acomodou em esperar e ele se acomodou em tê-la  por perto, esperando…

Ela se levantou, pegou sua agenda de papel, abriu e escreveu na página daquele dia: FIM. E assim foi, ela saiu e foi em busca de uma nova história, uma  que a ensinasse outra coisa, talvez partilhar, pois esperar ela já havia aprendido.

 

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