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Realista mas cheio de esperança

Você é otimista, pessimista ou realista? Se ainda não pensou nisso, pense e pergunte por aí, vai descobrir  que o mundo todo, ou quase todo, se considera realista, são quase 7 bilhões de realistas no planeta Terra.

Dizem que é por volta dos 7 anos que se estabelece o padrão atributivo de ver o mundo, mas gosto de acreditar que ninguém  se mantém firme em apenas um desses três estados a vida toda, gosto de pensar que as pessoas vão mudando, conforme a fase da vida e acontecimentos, não gosto de acreditar que alguém seja pessimista a vida toda, talvez esteja sendo otimista.

Já tive meus momentos pessimistas, definitivamente não foi um lugar bom de estar, penso que talvez o pessimismo tenha muito a ver com o medo – e já escrevi por aqui que o medo é mal conselheiro. O importante, acredito, é se perceber quando em tempos de pessimismo, para reflexão e quem sabe a troca de olhar para com aquela situação. Reclamar na mesma semana da chuva porque ela alaga e do calor porque ele seca a represa, não é sinal de realismo, ah não é não.

Não acho que existe o certo ou o errado, só acho que há a maneira mais fácil e suave de lidar com a vida ou a mais difícil e pesada, a escolha é sempre nossa. Talvez ser otimista o tempo todo também não facilite as coisas, pois pode nos fazer esperar que as coisas aconteçam sozinhas, sem fazer muito movimento. E a vida precisa de movimento, ela precisa da nossa ação.

Eu gosto de quem acredita, mas não espera acontecer, de quem têm fé e vai produzindo, vai criando, vai fazendo, vai tentando. Não sei em que categoria esse tipo de pessoa se enquadra, nem sei se há um nome para isso, mas vejo como uma maneira bonita de encarar a vida. Talvez esse seja o sujeito de quem Suassuna falou, o tal do realista esperançoso.

Ana Paula Z Feitosa

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