Ponderações

Cozinha de afeto

Eu cresci observando as pessoas cozinharem, minha avó Hermínia, a Tatinha, que cuidava de mim, minha mãe, minha madrinha Terinha, minha tia Luiza, gostava de ver essas pessoas cozinhando, não comida do dia a dia, comida especial: pão, bolo de chocolate de casquinha, bolachinha de nata, torta de nozes, favito, molho, massas. Ficava encantada!

Eu já cozinhei mas não cozinhava mais, só as vezes, quando precisava, por obrigação. Agora é diferente, voltei a ir pra cozinha com prazer e entusiasmo. Percebi que faço exatamente as comidas que me trazem memórias de afeto, as comidas que confortam, que alegram, que honram aquelas que me despertaram para esse prazer!

Meu filho me acompanha nesse ritual, aprendemos juntos, erramos, acertamos, rimos e compartilhamos. Minha irmã também faz isso com sua filha, acho tão bonito! Algumas das vezes que fiz meus pães postei em minhas redes sociais e já perdi as contas de quantas receitas passei por inbox, fico feliz, torço tanto para que o pão dê certo, que seja feito com carinho, junto com pessos queridas, que vire boas memórias também.

Cozinhar com afeto é um ritual poderoso, resgata, reconecta, relaxa, conforta, faz um bem danado ao coração.

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